Introdução: O Salto que o Mundo Esperava
No início de 2025, o mundo do hardware parou para assistir Jensen Huang subir ao palco da CES e apresentar o que muitos consideravam impossível: um salto geracional que faria a lendária RTX 4090 parecer uma peça de entrada. Hoje, em 2026, a GeForce RTX 5090 não é apenas uma placa de vídeo; ela é o epicentro de uma revolução na computação gráfica e na inteligência artificial doméstica.
Se a série 40 foi sobre a eficiência da arquitetura Ada Lovelace, a série 50, batizada de Blackwell, é sobre a força bruta aliada ao refinamento neural. Neste artigo, vamos mergulhar profundamente em cada detalhe técnico, benchmark de desempenho e o impacto real que esta placa causou no mercado brasileiro e global.

1. Arquitetura Blackwell: O Coração da Besta
O segredo por trás dos números astronômicos da RTX 5090 reside na sua arquitetura. Nomeada em homenagem ao estatístico e matemático David Blackwell, esta GPU foi desenhada para unificar o mundo dos games de ultra-performance com as demandas crescentes de IA generativa.
21.760 Núcleos CUDA: A Quebra da Barreira dos 20k
Pela primeira vez na história das GPUs voltadas para o consumidor final, ultrapassamos a marca dos 20 mil núcleos CUDA. Para efeito de comparação, a RTX 4090 possuía 16.384. Esse aumento de aproximadamente 33% no número de processadores de fluxo não se traduz apenas em mais velocidade, mas em uma capacidade de paralelismo que redefine o que softwares de renderização e motores de jogos como a Unreal Engine 5 conseguem entregar.
Tensor Cores de 5ª Geração e RT Cores de 4ª Geração
A RTX 5090 introduz novos núcleos dedicados:
- Tensor Cores (5ª Gen): Otimizados para o novo formato de dados FP4, permitindo que modelos de linguagem (LLMs) rodem localmente com uma velocidade nunca antes vista.
- RT Cores (4ª Gen): O Ray Tracing agora é processado com algoritmos de “Shaders Neurais”, que predizem o comportamento da luz antes mesmo do cálculo ser finalizado, reduzindo o custo computacional de iluminação global e reflexos.
2. A Revolução da Memória: 32 GB de GDDR7
Se houve um ponto que deixou entusiastas boquiabertos, foi a configuração de memória. A RTX 5090 é equipada com 32 GB de VRAM GDDR7.
Por que o GDDR7 é um divisor de águas?
Ao contrário do GDDR6X, o GDDR7 utiliza uma codificação de sinal chamada PAM3. Isso permite que a largura de banda atinja níveis insanos de 1,79 TB/s através de um barramento de 512 bits.
Para o usuário comum, isso pode parecer exagero. No entanto, para:
- Jogadores em 8K: Texturas em altíssima resolução não sofrem mais gargalos.
- Editores de Vídeo 12K: Manipular arquivos brutos (RAW) em tempo real tornou-se um processo fluido.
- Desenvolvedores de IA: Treinar modelos locais ou rodar ferramentas de geração de imagem como o Stable Diffusion em segundos é agora a realidade.
3. Desempenho em Jogos: O Fim das Limitações
Falar da RTX 5090 sem falar de FPS é como descrever uma Ferrari sem citar a velocidade máxima. Em testes reais realizados ao longo de 2025 e consolidados agora em 2026, a placa demonstrou uma superioridade média de 30% a 50% em rasterização pura sobre a 4090.
O Caso de Cyberpunk 2077 e o Ray Tracing Overdrive
Em 4K, com o modo Path Tracing ativado, a RTX 4090 lutava para manter 60 FPS estáveis sem ajuda tecnológica. A RTX 5090, nativamente, aproxima-se dos 90-100 FPS, e quando ativamos o novo DLSS 4, os números saltam para a casa dos 200 FPS.
DLSS 4 e o Multi-Frame Generation
A grande inovação de software desta geração é o DLSS 4. Enquanto o DLSS 3 criava um quadro intermediário (Frame Generation), o DLSS 4 utiliza a técnica de Multi-Frame Generation, sendo capaz de gerar até três quadros sintéticos para cada quadro renderizado, tudo isso com uma latência reduzida graças ao refinamento do NVIDIA Reflex.
4. O Custo da Potência: Energia e Refrigeração
Nem tudo são flores na terra da performance extrema. A RTX 5090 é uma placa faminta.
- TDP (Total Desktop Power): 575W.
- Recomendação de Fonte: Mínimo de 1000W (de preferência com certificação ATX 3.1).
As fabricantes parceiras (ASUS, MSI, Gigabyte) tiveram que reinventar seus sistemas de resfriamento. Em 2026, é comum vermos modelos da RTX 5090 que ocupam 4 slots PCIe ou que já vêm nativamente com soluções de Water Cooling integradas (AIO), pois dissipar quase 600W de calor exige uma engenharia térmica de elite.
5. Mercado Brasileiro: Preços e Disponibilidade
No Brasil, a RTX 5090 chegou com um impacto financeiro considerável. Devido à alta do dólar e aos impostos de importação, o preço de lançamento em janeiro de 2025 girava em torno de R$ 19.000,00 a R$ 23.000,00.
Atualmente, em 2026, o mercado de usados para a série 40 aqueceu, mas a 5090 mantém seu valor de revenda altíssimo, sendo encontrada por valores raramente abaixo dos R$ 18.000,00 em promoções agressivas. É um investimento voltado para profissionais e o “0,1%” dos entusiastas.
Conclusão da Parte 1: Vale a pena o Upgrade?
A RTX 5090 não é uma compra racional para quem joga em 1080p ou 1440p. Ela é uma afirmação de poder tecnológico. Se você trabalha com criação de conteúdo de alto nível ou não aceita nada menos que a perfeição em 4K/8K, ela é, sem dúvida, a melhor peça de silício já fabricada.
6. Benchmarks Profissionais: Onde o Silício se Transforma em Lucro
Embora a RTX 5090 seja o sonho de qualquer jogador, é no ambiente profissional que ela se paga. Em 2026, os testes em softwares de renderização e edição mostram que a NVIDIA criou uma distância abissal entre o topo de linha e o restante do catálogo.
Blender: A Maestria da Renderização 3D
No benchmark do Blender, a RTX 5090 registrou uma pontuação de aproximadamente 17.822 pontos, o que representa uma vantagem de 34% a 40% sobre a RTX 4090. Em projetos complexos de arquitetura com milhões de polígonos e texturas em 8K, o que antes levava 5 minutos para renderizar agora é finalizado em pouco mais de 3 minutos. Para estúdios de animação, essa economia de tempo é diretamente proporcional à redução de custos operacionais.
DaVinci Resolve e Edição 8K
Com os 32 GB de VRAM GDDR7, a RTX 5090 tornou-se a primeira placa de vídeo voltada ao consumidor capaz de lidar com timelines de 8K RAW no DaVinci Resolve sem a necessidade de gerar arquivos “proxy”. O fluxo de trabalho de color grading com múltiplas camadas de efeitos de IA (como o Magic Mask) ocorre em tempo real, eliminando os engasgos que eram comuns mesmo na geração anterior.
7. O Embate de Titãs: RTX 5090 vs. Radeon RX 8900 XTX
A AMD não ficou parada e lançou a RX 8900 XTX. No entanto, a estratégia da “Gigante Vermelha” em 2026 mudou ligeiramente.
| Atributo | NVIDIA RTX 5090 | AMD Radeon RX 8900 XTX |
| Performance Ray Tracing | Líder Absoluta (DLSS 4) | Competitiva, mas 30% atrás |
| VRAM | 32 GB GDDR7 | 24 GB GDDR6X / GDDR7 |
| IA / Tensores | Superior (Ecossistema CUDA) | Foco em Custo-Benefício |
| Preço Estimado | R$ 18.000 – R$ 22.000 | R$ 11.000 – R$ 13.000 |
Enquanto a AMD domina em rasterização pura (jogos sem Ray Tracing) oferecendo uma performance excelente por quase metade do preço, a RTX 5090 vence em todos os cenários tecnológicos avançados. Se o seu foco é o futuro do desenvolvimento de jogos e IA, a NVIDIA permanece imbatível.
8. Guia de Montagem: Evitando o “Gargalo” em 2026
Comprar uma RTX 5090 e instalá-la em um PC comum é como colocar o motor de um jato em um carro popular. Para extrair cada gota de poder dessa GPU, o restante do hardware precisa estar no mesmo nível.
O Desafio do Processador (CPU)
Testes recentes mostram que até mesmo CPUs potentes como o Ryzen 9 9950X3D podem apresentar gargalos em resoluções menores. Curiosamente, em alguns benchmarks como o 3DMark Time Spy, o excesso de núcleos pode causar conflitos de escalonamento.
- A Recomendação: Para jogos, o Ryzen 7 9800X3D tem se mostrado a escolha mais estável, entregando taxas de quadros mais consistentes em 4K.
- Para Profissionais: O Intel Core Ultra 9 285K ou os novos Ryzen AI 300 são necessários para quem precisa de produtividade multitarefa extrema.
Fonte de Alimentação e Cabos
Não ignore o aviso: a RTX 5090 consome 575W. O uso de adaptadores de baixa qualidade é um risco real de incêndio. Em 2026, fontes com o padrão ATX 3.1 e o conector 12V-2×6 (uma versão revisada e mais segura do polêmico 12VHPWR) são obrigatórias.
9. Olhando para o Horizonte: RTX 6090 e a Arquitetura Rubin
Mal a série 50 se estabilizou e os rumores sobre a RTX 6090 já começaram. Prevista para o final de 2027, a arquitetura será batizada de Rubin (em homenagem à astrônoma Vera Rubin).
- Expectativa: Espera-se que a série 60 traga o DLSS 5, que promete dobrar a performance em relação ao DLSS 4 usando “Renderização Neural Completa”, onde a GPU não desenha mais triângulos, mas sim “sonha” a imagem final com base em dados.
- Processo de Fabricação: A NVIDIA deve migrar para o nó de 3nm da TSMC, o que pode finalmente trazer a eficiência energética que falta à 5090.
Conclusão: O Veredito Final
A RTX 5090 é o ápice da engenharia de hardware desta década. Ela não é para todos, e nem tenta ser. É uma ferramenta para quem vive na vanguarda — seja para o jogador que exige 4K a 240Hz, ou para o cientista de dados que treina redes neurais em seu próprio quarto.
Se você tem o orçamento e o hardware de suporte necessário, não existe nada no planeta que chegue perto do que essa placa oferece hoje.
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“Josimar é apaixonado por tecnologia e escritor dos artigos da Neontechh sobre hardware, games e inovação digital.”

